Iyashikei em Flor
Com estreia realizada em 30 de maio de 2026 no Sesc Santos, o espetáculo de dança desdobra a estética Iyashikei para se construir a partir de sete palavras japonesas que nomeiam nuances perceptivas difíceis de traduzir em outros idiomas.
São elas: Ma, o intervalo que respira; Komorebi, a luz filtrada entre folhas; Yūgen, a profundidade sugerida, o mistério sem medo; Mono No Aware, a beleza do que passa; Hakanai, o efêmero, o quase-desaparecer; Wabi-Sabi, a beleza imperfeita, simples, sem ostentação; e “Shikukesa”, o aceitar o que não se controla.
Iyashikei em Flor é um espetáculo que nasce como gesto consciente de cuidado.
Propõe uma experiência cênica de ritmo, atenção e sensibilidade ao cotidiano, onde o extraordinário emerge do mínimo, onde gestos simples, atmosferas e um tempo que se expande se articulam para permitir que algo aconteça com delicadeza.
Privilegia uma atmosfera serena, convidando o público a um estado de contemplação e escuta sensível, atenção ao detalhe, à relação com a natureza, à luz e aos prazeres simples do estar-junto (a amizade, o cuidado, a partilha).

O que é Iyashikei?
O termo Iyashikei designa um conjunto de obras audiovisuais japonesas cuja principal característica é a construção de atmosferas de calma, lentidão e acolhimento sensorial.
O gênero Iyashikei ganhou grande popularidade no Japão a partir da década de 1990, em um contexto marcado por crises econômicas prolongadas e eventos traumáticos coletivos, funcionando como uma forma de reorganização do sensível. Elabora uma proposta de experiência que valoriza o tempo do cuidado, da atenção e da presença, um convite para desacelerar.
São obras fundamentais do Iyashikei contemporâneo: Non Non Biyori, que acompanha a vida pacata de crianças no campo; Natsume's Book of Friends, onde o sobrenatural se mistura à amizade e à paz interior; e A Man and His Cat, centrado na relação afetiva entre um homem solitário e seu gato.

Ficha técnica
Iyashikei em Flor
Espetáculo de dança para crianças
da primeira Infância (zero a 05 anos)
Duração 50 minutos
Concepção, visualidade e encenação
Wilson Julião
Intérprete
Tamara Tanaka
Música original
eandro Goulart
Iluminação
Giorgia Tolaini
Fotos
Fábio Zerloti
Uma realização do Núcleo Quanta





















